Pelo menos 1744 pessoas morreram nas Filipinas à passagem do tufão Haiyan, de acordo com o mais recente balanço divulgado hoje pelas autoridades, embora números não oficiais apontem para de mais de dez mil mortos.

As Nações Unidas, por exemplo, estimam em mais de dez mil os mortos causados pelo tufão Haiyan que, há quatro dias, arrasou a região centro do arquipélago.

O Conselho para a Gestão e Redução de Desastres das Filipinas continua com o lento processo de contagem das vítimas, com o seu mais recente relatório a informar ainda de 2487 feridos.

As equipas de emergência e resgate filipinas trabalham em contrarrelógio para prestar ajuda às vítimas afetadas, prosseguindo ainda com as buscas por possíveis sobreviventes, quatro dias depois da catástrofe.

As Nações Unidas indicaram esta terça-feira «esperar o pior» no balanço da passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas, estimando o número de mortos em «mais de dez mil».

«À medida que temos mais acesso [a outras zonas] encontramos mais e mais pessoas mortas», afirmou John Ging, membro do departamento de ação humanitária das Nações Unidas, a partir da sede da organização, em Nova Iorque.

Por isso mesmo, as Nações Unidas vão lançar, esta terça-feira, um novo apelo de ajuda urgente com o objetivo de angariar fundos para ajudar as Filipinas a recuperar depois da passagem do tufão Haiyan, que terá causado mais de dez mil mortos.

A responsável pelas Operações Humanitárias da ONU, Valerie Amos, deslocou-se às Filipinas para liderar um apelo de ajuda monetária, informaram oficiais, citados pela agência AFP, salientando que a escala da devastação registada naquele arquipélago exige esforços de emergência.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, congratulou-se com a ajuda já oferecida às Filipinas por vários países, como o Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, mas observou que as contribuições «deverão expandir-se urgentemente nos próximos dias» dados os enormes danos causados pelo Haiyan.