O furacão Helene está a ameaçar os Açores e no Atlântico já o Isaac e o Joyce se seguem na lista de ciclones de 2018 no Atlântico.

Os nomes dos ciclones para este ano estão definidos e têm todos nomes de pessoas, mas nada têm a ver com homenagens ou a alguma personalidade. A lista de nomes para os ciclones gerados no Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e, todos os anos, as listas são organizadas por ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos, diferentes de região para região.

Este ano no Atlântico já houve os furacões Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Gordon sendo que neste momento estão a deslocar-se o Florence, que atinge os Estados Unidos, a Helene, o Isaac e o Joyce. Se se formarem mais serão o Kirk, Leslie, Michael, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e William.

Os ciclones formados no Pacífico têm outros nomes. os de 2018 são: Aletta, Bud, Carlotta, Daniel, Emilia, Fabio, Gilma, Hector, Ileana, John, Kristy, Lane, Miriam, Norman, Olivia, Paul, Rosa, Sérgio, Tara, Vicente, Wila, Xavier, Yolanda, Zeke.

Atualmente, estas listas são mantidas e atualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pela ONU e são recicladas a cada seis anos, o que significa que, em 2024, estes nomes podem aparecer novamente.As letras Q U, Y, X e Z não são utilizadas por escassez de nomes.

Há apenas uma exceção.

Os nomes de furacões que causaram grandes tragédias são retirados e não voltam a ser usados, para que não haja confusão. É o caso do furacão Katrina, que causou cerca de 1000 mortos, em 2005. O nome não irá ser usado novamente pelo impacto devastador que teve. 

No caso de acontecerem mais de 21 furacões durante uma temporada, a Organização Meteorológica Mundial utiliza nomes do alfabeto grego, como por exemplo Alfa, Beta, Gama, Delta.

Como tudo começou

O chefe do programa de furacões tropicais da Organização Meteorológica Mundial, Koji Kuroiwa, explica que o Exército americano foi o primeiro a usar nomes de pessoas em tempestades durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Eles preferiam escolher nomes das namoradas, esposas ou mães. Naquela época, a maioria dos nomes era de mulheres."

 

A partir desse momento tornou-se regra a utilização dos nomes femininos. Em 1970, porém, introduziu-se na lista nomes masculinos para evitar a desigualdade de géneros.