Cerca de sete pessoas foram mortas e pelo menos outras 20 sequestradas por militantes suspeitos de pertencerem ao grupo extremista Boko Haram. O ataque decorreu durante a noite de esta terça-feira, numa aldeia a norte da fronteira dos Camarões.
 

“Temos a estimativa de sete mortos e fomos informados de que o ataque foi protagonizado por homens armados da Nigéria”, comunicou um oficial, citado pela Reuters, que pediu para não ser identificado por não estar autorizado a falar com a imprensa.


No mês passado, a aldeia Tchakarmari, situada a norte da cidade de Maroua, já tinha sido alvo de uma série de atentados suicidas por parte do grupo islâmico da Nigéria, que provocou a morte de dezenas de pessoas.

Depois da onda de atentados suicidas em julho, o Governo dos Camarões anunciou que planeia enviar mais dois mil soldados, para reforçar a segurança na região do extremo Norte do país. O governador regional proibiu ainda o uso de burkas após os ataques, que foram realizados por mulheres-bomba.

No fim-de-semana, as autoridades baniram também cerca de 2.800 nigerianos, que viviam nos Camarões sem a documentação necessária.