O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considera que as mulheres que abdicam da vida familiar para se focar no trabalho são “deficientes” e vivem “incompletas”.

Durante a sua intervenção na inauguração do novo edifício da Associação Turca Para as Mulheres e Democracia (KADEM), este domingo, o presidente turco afirmou que o trabalho e a carreira não devem ser impedimentos para uma mulher ser mãe, e que isso seria rejeitar a sua feminilidade.

"O facto de uma mulher ter uma carreira não deve ser impedimento para ser mãe. (…) Uma mulher que diz ‘não vou ser mãe porque trabalho’ está a negar a sua feminilidade”, disse Erdogan.

Uma mulher que rejeita a maternidade, que se abstêm de estar em casa, por muito sucesso que tenha na vida profissional, é deficiente, incompleta”.

O presidente quer aumentar a população do país, ainda que esta nunca tenha decrescido nos últimos anos. Aliás, dados oficiais do governo turco, citados pelo The Guardian, mostram que a população aumentou de 68 para 78 milhões desde o ano 2000.

Recomento ter pelo menos três filhos”, afirmou o presidente.

Na última semana, Erdogan já tinha causado polémica ao afirmar que as famílias muçulmanas não devem utilizar contracetivos. Anteriormente chegou a classificar o uso de contraceção como “traição”.