O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, por maioria absoluta, a emenda 1437 de que os fundos da Política Agrária Comum "não sejam usados para apoiar a reprodução ou a criação de touros destinados às atividades de tauromaquia” depois de o partido “Os Verdes”, que apresentou a proposta, ter considerado inaceitável a criação destes animais para serem usados em corridas de touros continuasse a receber subvenções comunitárias. 
 
Também a proposta do português José Manuel Fernandes e de Gérard Deprez, que pedia que os fundos não fossem "usados para financiar as atividades letais de tauromaquia” e que relembrava “que tal financiamento era uma clara violação da Convenção Europeia para a Proteção dos Animais nas Explorações de Criação (Diretiva 98/58/EC), foi aprovada pelo Parlamento Europeu por maioria absoluta.
A proposta aceite contou com 438 votos a favor, 199 contra e 55 abstenções. 

Segundo a agência EFE, a Convenção Europeia sobre a proteção dos animais nas explorações pecuárias diz que os animais não devem sofrer dor, ferimentos ou ansiedade”.

“Os representantes do povo europeu têm bem claro que, em pleno século XXI, torturar animais para diversão e entertenimento não se trata de cultura, muito menos digno de ser financiado com dinheiro público”, afirmou o porta-voz do partido Equo no Parlamento Europeu, Florent Marcellesi, após o resultado da votação ser conhecido.
 
Desde que os Verdes promoveram a sua posição neste sentido conseguiram, com a ajuda das associações de defesa dos animais, recolher mais de 30 mil assinaturas.

"Agora temos de defender esta grande conquista no restante do processo de orçamento com o Conselho Europeu".