Foram três dias minuciosamente estudados e cronometrados e no fim tudo correu bem. Os 13 membros dos “Wild Boar”, presos na gruta Tham Luang desde 23 de junho, foram finalmente resgatados, sãos e salvos, e encontram-se agora a receber tratamento hospitalar em Chiang Rai, na Tailândia.

O resgate começou no domingo de manhã (hora local) e trouxe, um por um, quatro jogadores para o exterior da gruta. A primeira criança chegou à superfície às 17:40 locais (11:40 em Portugal Continental) e a segunda 10 minutos depois. O terceiro e o quarto menores chegaram às 19:40 e 19:50 locais (13:40 e 13:50 em Lisboa). Depois, foram transportados para o hospital de Chiang Rai onde se encontram em quarentena por causa das infeções que podem ter contraído dentro da gruta.

Esta terça-feira, o ministro da Saúde Pública tailandês revelou que dois dos jovens contraíram uma infeção pulmonar, mas que estão bem e que já viram a família através de uma "barreira de vidro". Informação que já tinha sido avançada, na segunda-feira, pelo chefe da missão de resgate.

"Eles vão estar afastados dos pais durante algum tempo porque estamos preocupados com as infeções", revelou Narongsak Osottanakorn, chefe da missão de resgate, acrescentando que as visitas só foram autorizadas à família e que os rapazes vão ser "mantidos à distância" e serão vistos "através do vidro".

Depois de nove horas de operações, as buscas foram suspensas durante cerca de 20 horas. Era necessário reabastecer as botijas de oxigénio, fazer descansar os mergulhadores e esperar que a chuva não caísse em abundância.

Às 11:00 de segunda-feira, a mesma equipa de mergulhadores de elite voltou a entrar na gruta. Já conheciam o caminho e sabiam como contornar os obstáculos - que eram mais do que muitos - para conseguirem trazer os rapazes para fora da gruta sãos e salvos. 

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Cinco horas depois do início das operações, às 10:23 (hora de Lisboa) saía da gruta a primeira criança, enquanto era noticiado que três outras crianças se encontravam na câmara 3, o local onde se encontra o posto de comando dentro da gruta.

Passava pouco das 12:00 (18:00 hora local) quando surgiram as primeiras informações do que o sexto rapaz já terá sido resgatado. Minutos após a saída da sexta criança, às 12:30 (18:30 locais) sabia-se que um sétimo rapaz tinha sido retirado e pouco depois, às 12:59 (18:59 locais) era anunciado que uma oitava pessoa tinha sido retirada de maca da caverna.

Com o cair da noite no país, o resgate foi dado como terminado para, mais uma vez, serem preparados os equipamentos necessários para concluir a operação com sucesso. Com cinco rapazes - quatro jogadores e o treinador - e quatro mergulhadores ainda presos dentro da gruta, a Tailândia (e o mundo) continuavam em suspenso.

A espera terminou esta terça-feira. Dezoito dias depois. Ao fim de 483 horas presos na caverna de Tham Luang os 13 javalis viram a luz do dia. 

Numa operação de resgate que demorou cerca de nove horas, os jogadores foram retirados primeiro e só depois o treinador. No fim, foram todos assistidos e transportados de helicóptero para o hospital.

"Não sabemos se isto é um milagre, a ciência, ou outra coisa. Todos os "javalis" estão fora da gruta", escreve a marinha tailandesa, a principal responsável para o sucesso do resgate. 

Depois de salvos os 12 jogadores e o treinador faltava apenas sair da gruta a equipa de mergulhadores, entre os quais um médico. A operação seria concluída cerca das 15:30 (hora de Lisboa), 17 horas depois do início do resgate. Numa foto publicada no Facebook, a marinha anunciava que "os quatro mergulhadores da Marinha Tailandesa saiu [da gruta] de forma segura".

Pouco depois, em conferência de imprensa, Narongsak Osottanakorn, chefe da missão, anunciou que as operações tinham sido concluídas e que os rapazes estavam a salvo.

"Posso confirmar oficialmente que os rapazes foram salvos. Os pais foram a casa tomar um duche e mudar de roupa. Devem conseguir ver os filhos, esta noite, através do vidro", afirmou Osottanakorn.

 Agora, só falta o abraço da família. Mas esse ainda vai ter de esperar...