A conselheira presidencial para a segurança nacional norte-americana, Susan Rice, defendeu que «um mau acordo com o Irão é melhor que nenhum» perante o maior grupo de pressão judaico, antes do discurso do primeiro-ministro israelita no Congresso.

«Os "sound bites" não vão impedir que o Irão consiga uma bomba nuclear, mas isso pode conseguir-se com forte diplomacia e pressão», disse Rice na segunda-feira, durante a conferência anual do Comité de Relações Públicas Americano-Israelita (AIPAC, na sigla inglesa).

A conselheira de Barack Obama insistiu que «por muito desejável que seja a ideia, não é realista, nem alcançável» impedir a produção nuclear do Irão indefinidamente.

O Governo dos Estados Unidos considera uma descortesia protocolar que Netanyahu tenha decidido falar sobre o Irão no Congresso sem consultar a Casa Branca, a convite do líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner.

O primeiro-ministro israelita explica hoje perante o Congresso por que motivo considera que um acordo com o Irão sobre o seu programa nuclear constitui um risco para a própria existência de Israel e para a segurança dos Estados Unidos.

«O Irão ameaça destruir Israel, está a devorar país atrás de país no Médio Oriente, exporta o terrorismo e está a desenvolver, no momento em que falamos, tecnologia para construir armas nucleares», afirmou na segunda-feira.