Um juiz de Los Angeles, nos Estados Unidos,  decretou, esta sexta-feira, a inocência de uma mulher condenada por homicídio em 1998. Apesar de sempre ter clamado inocência, Susan Mellen passou 17 anos atrás das grades por alegado envolvimento na morte de um ex-namorado. O juiz Mark S. Arnold vem agora decidir que estava inocente e descreve o caso como uma falha do sistema judicial.

No acórdão proferido esta sexta-feira, o juiz lembrou que a única prova contra Susan foi o testemunho de «um mentiroso habitual», que garantiu em tribunal que a mulher lhe tinha confessado o envolvimento no homicídio.

«Não só acredito que a senhora não é culpada, como acredito, baseado naquilo que li, que é inocente. Por essa razão, acredito que o Sistema judicial falhou», disse o magistrado.

O juiz considerou ainda que Susan recebeu uma «defesa deficitária» por parte do advogado que a representou em 1998. O magistrado considerou que o advogado devia ter investigado melhor a credibilidade da testemunha, acrescentando que, se o tivesse feito, nenhum jurado teria considerado Susan culpada.

Comovida, Susan agradeceu ao juiz, que se despediu dela com um desejo de «boa sorte».

O caso de Susan Mellen foi reaberto no ano passado pela ação de uma advogada que se dedica a um projeto para investigar casos de reclusos que cumprem pena, mas que podem estar inocentes. Foi ela quem constatou que a testemunha principal que levou à condenação de Susan era um mentiroso convicto.