A esperança da Organização das Nações Unidas é de acabar com o surto de ébola durante este novo ano de 2015. Embora tenha reconhecido, esta sexta-feira, que já se fez um bom trabalho no combate à doença, durante os últimos três meses, a ONU admite que há um longo caminho pela frente.

«Nós não chegámos nem perto de acabar com a crise. Fizemos muito em 90 dias, numa resposta muito bem sucedida, mas temos um caminho longo e difícil para percorrer»


O coordenador da missão da ONU contra o ébola, Anthony Banbury, falava em Accra, onde a missão da ONU está baseada. Quis deixar uma mensagem de esperança, que é citada pela Reuters:

O combate «vai continuar não apenas por algumas semanas, mas por mais alguns meses». «Acredito que conseguiremos em 2015 e conseguiremos trabalhando de perto não apenas com os governos dos países, mas com as comunidades»


O surto, primeiramente identificado no sul remoto da Guiné no início de 2014, afetou seis países da África Ocidental. Só a Guiné, Serra Leoa e Libéria contabilizaram 20 mil infecções e aproximadamente 8 mil mortes. Hoje mesmo, o presidente da Guiné-Equatorial pediu mais ação da comunidade internacional para combater o flagelo e frisou que o ébola não é «um problema africano».

Depois de ter enfrentado críticas, a nível mundial, de que a ONU não estava a fazer o suficiente, o secretário-geral Ban Ki-moon, estabeleceu uma missão de Resposta de Emergência ao Ébola (UNMEER, na sigla em inglês), em setembro último, para coordenar esforços globais.

Recorde-se que a revista Time escolheu como personalidade do ano 2014, não uma pessoa, mas todas aquelas que lutam precisamente contra o ébola.