Um médico norte-americano que trabalha na luta contra o Ébola, foi detetado com o vírus, avançou, este domingo, a imprensa internacional.

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Kent Brantly, de 33 anos, já está a ser tratado num hospital em Monróvia na Libéria. O médico estava a trabalhar num dos centros médicos de combate ao Ébola, onde era diretor, desde outubro de 2013, disse a porta-voz do grupo, Melissa Strickland.

Na passada quarta-feira, a CBSNews dava conta de um outro médico infetado pelo vírus da doença. Sheik Umar Khan liderava a luta contra o Ébola na Serra Leoa e está internado na cidade de Kailahun, epicentro do surto.

Khan tratou mais de cem vítimas da doença no país sendo considerado pela ministra da saúde da Serra Leoa, um «herói nacional».

No mesmo centro médico, na Serra Leoa, já tinham morrido três enfermeiras, uns dias antes.

Fotos reveladas dão conta que Kent Brantly usava sempre a proteção de macacões brancos, feitos de material sintético, enquanto tratava os pacientes infetados com Ébola.

Anteriormente, Brantly tinha sido citado pela organização ao pronunciar-se sobre o grande esforço para manter uma ala de isolamento para os pacientes, «o hospital está a realizar grandes esforços para estar preparado».

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O vírus do Ébola é altamente contagioso e mata cerca de 90% das pessoas infetadas.

O contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infetada e até agora, não há vacina ou cura para a doença.

No entanto, pacientes que recebem o tratamento no início da doença, têm mais probabilidade de sobrevivência.

O período de incubação do vírus do Ébola varia entre dois e 21 dias, segundo a Organização Mundial de Saúde.