Surfista, prancha e ondas pareciam ser a combinação perfeita. Até agora. Uma série de ataques de tubarões em praias australianas, das mais concorridas do mundo, estão a a fazer com que os praticantes fujam do mar. Por isso mesmo é que um deles quis contrariar o medo e instalou um dispositivo na sua prancha que serve de repelente de tubarões.

Arlen Macpherson pagou, segundo a Reuters, 390 dólares, cerca de 350 euros, para instalar na sua prancha um dispositivo que emite sinais que não são agradáveis aos sentidos dos tubarões e, por isso, os afastam.

"Estou a morrer de medo dos tubarões e adoro surfar. Precisava de um maior nível de conforto na água"


Só este ano, registaram-se 11 ataques de tubarão no estado Nova Gales do Sul, no leste da Austrália, quando nos últimos dois anos, no total, foram apenas três. Daí em 2015 falar-se de uma praga de tubarões, que obrigou a encerrar várias praias no país. 

A 31 de julho, um surfista ficou em estado grave, depois de ter sido atacado por um animal da espécie precisamente nessa região. 

Os ataques também reacenderam a discussão pública sobre o abate de tubarões, animais protegidos na Austrália.

"Se as pessoas escolherem divertir-se no oceano sabendo muito bem os riscos associados, é moralmente errado para nós, a seguir, matar esses animais selvagens quando eles confundem as pessoas como sua alimentação natural", defendeu, em comunicado, o grupo de direitos animais No NSW Shark Cull.

O surfista Mick Fanning, recentemente  atacado por um tubarão durante uma competição na África do Sul, voltou ao mar e teve de fugir de novo de um tubarão. Fanning regressou ao mar, acompanhado por uma equipa do programa “60 Minutos”, do canal australiano 9 Network, quando avistou uma barbatana e logo se pôs em fuga.