A oposição e o Governo da Venezuela informaram esta quinta-feira que o comissário Coromoto Rodríguez, atual chefe de segurança do presidente do parlamento, Henry Ramos, foi detido devido a envolvimento com um episódio de violência após uma manifestação.

O diretor de comunicações da Assembleia Nacional (parlamento), Oliver Blanco, deu conta dessa informação através da sua conta de Twitter.

“O comissário Coromoto Rodríguez foi surpreendido por agentes do SEBIN [Serviço Bolivariano de Inteligência] quando chegava a sua caso no Parque Central."

Por seu lado, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse, durante um evento com militantes do Partido Socialista Unido em Caracas, que tinha sido detido o “autor intelectual” que pagou a “terroristas” para baterem numa mulher polícia durante os distúrbios que ocorreram na quinta-feira após uma marcha da oposição.

A detenção ocorreu no mesmo dia em que o Supremo Tribunal da Venezuela declarou que o estado de emergência decretado esta semana pelo Presidente Nicolas Maduro é constitucional.

O presidente da Venezuela decretou, na segunda-feira, o estado de exceção e de emergência económica que deve durar pelo menos 60 dias. Nicolas Maduro deu amplos poderes para as forças de segurança de modo a imporem a ordem pública e para ajudarem na distribuição de alimentos.

Mas o parlamento venezuelano, onde a oposição tem maioria, rejeitou esta decisão, considerando que o estado de exceção “aprofunda a grave alteração da ordem constitucional e democrática que a Venezuela sofre”. 

A oposição, que tem pressionado para a realização de um referendo para tirar Maduro do cargo, considera que o líder venezuelano ignorou a Constituição do país .