O magistrado Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na quarta-feira arquivar o pedido de prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados do Brasil Eduardo Cunha, que perdeu o mandato na segunda-feira.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tinha pedido, em junho, a prisão preventiva de Eduardo Cunha, dado que, mesmo afastado do cargo, poderia continuar a usar o seu mandato e poder político com o fim de intervir nas investigações da Operação Lava Jato.

"Uma vez determinada a perda do mandato, não subsistem mais essas premissas, revelando a perda do interesse no requerimento", considerou Teori Zavascki.

O deputado brasileiro Eduardo Cunha, que aceitou a denúncia que deu início ao processo de destituição da ex-Presidente Dilma Rousseff, perdeu o mandato na Câmara dos Deputados (câmara baixa) do Brasil na segunda-feira à noite.

Eduardo Cunha foi acusado pelo Conselho de Ética da Câmara de ter mentido quando fez o seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito à Petrobras, no ano passado, ao negar ter contas bancárias no exterior.  

É suspeito de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de integrar o esquema de corrupção na Petrobras, investigado no âmbito da operação Lava Jato.