Um jardim zoológico na Suíça está a ser objeto de fortes críticas de grupos de direitos dos animais. Menos de uma semana depois de uma de duas crias saudáveis de um urso-pardo ter sido morta pelo pai, o macho dominante, os responsáveis pelo zoológico Dählhölzli mataram a segunda cria para que ela não tivesse o mesmo destino do irmão.

De acordo com o jornal britânico «The Independent», o jardim zoológico Dählhölzli, em Berna, começou por ser alvo de denúncias depois de Misha, um urso-pardo macho que vive no local, ter atacado e comido uma das crias de três meses. Apesar do urso já ter demonstrado anteriormente um comportamento agressivo em relação às crias, o zoológico decidiu permitir que os animais permanecessem juntos no recinto.

O diretor do jardim zoológico, Bernd Schildger, argumentou que separar Misha da segunda cria iria causar «enormes transtornos comportamentais» quando essa mesma cria atingisse a idade adulta. «Eu mantenho a decisão», afirmou o diretor ao jornal «Berner Zeitung».

Enquanto a atitude de manter os animais juntos provocou críticas de ativistas, não demorou muito para que a equipa do Dählhölzli optasse por modificar a situação dos animais. Mas não decidiram simplesmente separá-los. Na segunda-feira, o zoológico anunciou que tinha resolvido matar o urso bebé sobrevivente.

Misha e a companheira Masha foram oferecidos ao jardim zoológico pelo ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, em 2009.

Sara Wehrli, presidente da organização Swiss Animal Protection, afirmou que o jardim zoológico agiu de maneira negligente ao não proteger as crias da agressão do pai. «Os ursos são animais solitários e precisam de espaço», explicou.

Esta não é a primeira vez que um animal saudável é morto nas instalações que supervisionaram o seu nascimento. No início de 2014, a decisão do zoo de Copenhaga, na Dinamarca, de matar uma jovem girafa saudável , chamada Marius, provocou indignação internacional ao evidenciar o que é uma prática comum em jardins zoológicos. Pouco mais de um mês depois, o mesmo jardim zoológico também matou quatro leões saudáveis, incluindo duas crias.