Catorze migrantes sírios e iraquianos permaneceram vários dias dentro de um autocarro, numa aldeia sueca, até a polícia ser chamada ao local. Estavam barricados desde dia 25. Depois de uma jornada tão longa desde os seus países, não queriam acabar ali a sua viagem.
 
Estas pessoas fazem parte de um grupo de seis dezenas de pessoas, levadas em autocarros, para Limedsforsen, na província de Dalarma, perto da fronteira com a Noruega, uma povoação cercada por floresta e composta por chalés. A maioria aceitou o alojamento, mas este grupo encontrou, na tomada do veículo, uma forma de protesto. A empresa proprietária dos autocarros fretados acabou por chamar a polícia.
 
Os refugiados reivindicavam outras condições de alojamento. Queriam ficar junto a uma grande cidade e não numa aldeia “isolada e fria”. Com efeito, a Suécia, com dias curtos e noites muito longas e frias, não é a escolha da maioria dos migrantes, habituados a climas mais quentes.
 
Maria Lofgren, da Agência para a Migração, contestou estas reivindicações, em declarações à AFP. A responsável disse que havia uma loja na aldeia e transportes públicos para se deslocarem à cidade mais próxima.
 
A porta-voz do serviço de apoio aos refugiados justificou a escolha daquele lugar. “Como o número de migrantes continua a aumentar, é cada vez mais difícil encontrar alojamentos e estes são cada vez mais longe dos grandes centros”, cita o The Guardian.
 
Segundo os serviços de imigração, entram no país dez mil pessoas por semana. Para uma população que não chega aos dez milhões, a Suécia estima receber, em 2015, 190 mil pedidos de asilo.