(Notícia atualizada às 00:30)

O advogado da sudanesa de 26 anos condenada à morte por apostasia, cuja sentença foi anulada na segunda-feira, garantiu esta terça-feira, que a mulher e o marido foram levados para uma esquadra da polícia em Cartum, depois de terem sido impedidos de sair do país com destino aos Estados Unidos.

Um dia depois de ter sido libertada, Meriam Yahia Ibrahim Ishag e o marido Daniel Wadi foram detidos com os filhos, por forças de segurança, no aeroporto de Cartum, e foram levados para uma esquadra de polícia por alegadamente terem prestado informações falsas. O mesmo advogado adiantou à Reuters que o casal vai ficar detido durante 24 horas.

O estatuto exato de Meriam Yahia Ibrahim Ishag depois de ter sido levada para a esquadra, esta terça-feira, não era claro. Autoridades norte-americanas disseram ter recebido garantias de que ela não tinha sido presa e que seria autorizada a sair do país, mas uma fonte do Sudão, citada pela AFP, afirmou que a mulher está a ser investigada por transportar documentos falsos.

A mesma fonte referiu que Meriam Yahia Ibrahim Ishag «está sob investigação, mas não foi acusada». «O marido e os filhos estão com ela, mas não são suspeitos de irregularidades», acrescentou.

Os Estados Unidos mantêm a versão de que a família foi retida no aeroporto por questões relativas à viagem, mas que não está detida. Washington informa que está a tentar fazer sair do Sudão Meriam Yahia Ibrahim Ishag, com o marido e os filhos.

«O Departamento de Estado foi informado pelo Governo sudanês que a família [de Meriam Yahia Ibrahim Ishag] foi retida temporariamente durante várias horas no aeroporto por questões relativas à sua viagem, mas eles não foram detidos», disse a porta-voz do Departamento de Estado Marie Harf, citada pela AFP.