A Amnistia Internacional (AI) acusou esta quinta-feira as forças governamentais sudanesas de uma série de ataques químicos este ano que mataram dezenas de civis, incluindo muitas crianças, numa zona montanhosa em Darfur, no oeste do Sudão.

Acredita-se que mais de 30 ataques do tipo terão tido lugar entre janeiro e setembro em diversas aldeias no âmbito de uma ofensiva militar contra o bastião rebelde de Jebel Marra, indicou a AI num relatório.

Uma investigação da Amnistia Internacional juntou provas aterrorizadoras do repetido uso do que se acreditam ser armas químicas contra civis, incluindo crianças muito pequenas, por parte das forças governamentais sudanesas numa das mais remotas regiões do Darfur ao longo dos últimos meses”, afirmou a organização de defesa dos direitos humanos.

O governo do Sudão já reagiu às acusações, as quais apelidou de "rumores". 

Segundo a CNN, testemunhas citadas no relatório da AI afirmaram que "bombas" deixaram um rasto de fumo azul escuro, que cheirava como "ovos estragados", que cobriu tudo em seu redor com uma poeira negra.

A exposição ao fumo fez com que a pele das vítimas ficasse branca e com lesões graves.