
Uma mulher sudanesa foi condenada à morte por apedrejamento pelo crime de adultério. Laila Ibrahim Issa Jamool, de 23 anos, está detida na prisão, algemada, com o seu bebé de seis meses ao lado.
A denúncia foi feita esta quarta-feira pelas ativistas da Iniciativa Estratégica para as Mulheres no Corno de África (SIHA, na sigla em inglês), que lhe forneceram agora advogados de defesa, que já recorreram da sentença.
A resposta do tribunal de Cartum, no entanto, só virá daqui a mais de um mês. «Durante esse tempo, ela continuará presa na cadeia feminina de Omdurman com o seu filho de seis meses», informou a SIHA, em comunicado citado pela Reuters.
Laila Jamool foi acusada de adultério pelo marido e o seu julgamento está a ser bastante questionado pela comunidade internacional.
«O apedrejamento foi imposto depois de um julgamento injusto, em que foi condenada apenas com base na sua confissão, sem ter acesso a um advogado», declarou em comunicado a Amnistia Internacional.
Já em abril, a jovem Intisar Sharif Abdalla foi condenada à mesma pena pelo mesmo crime, mas foi libertada a 3 de julho, após recurso dos advogados, porque não tinha tido defesa durante o julgamento.
Desde que o Sudão viu a maioria não-muçulmana separar-se para o Sudão do Sul, o presidente Omar Hassan al-Bashir tem dado mais relevância à lei islâmica.