Os suecos deram a vitória ao Partido Social Democrata (centro-esquerda) liderado por Stefan Lofven, este domingo, para as eleições legislativas.

Depois de oito anos no governo, Friedrik Reinfeldt, primeiro-ministro da Suécia, e a sua coligação de centro-direita, saíram derrotados e o até agora chefe de Governo sueco deverá apresentar a sua demissão de líder do partido esta segunda-feira.

No entanto, para Lofven, que não conseguiu a maioria, a constituição de um Governo poderá agora depender de uma coligação com os Democratas, partido de extrema-direita que quer acabar com a imigração no país e pôr um fim ao estatuto humanitário que Reinfeltd tanto defendia.

Lofven anunciou este domingo que vai aliar-se ao Partido dos Verdes, mas, mesmo assim, esta união representa 158 lugares no Parlamento sueco, um número inferior ao necessário para a obtenção da maioria, que exige 175 lugares.

Com 12,9% dos votos, os Democratas surgiram como o terceiro partido mais votado nas legislativas.

A possibilidade de o bloco de centro-esquerda de Lofven se unir ao partido de extrema-direita será uma situação única no país. Mas, mais do que isso, poderá criar um impasse político e instabilidade no Governo.

Segundo escreve o jornal sueco «Dagens Nyheter», os Democratas poderão votar contra as propostas da coligação de centro-esquerda e será difícil para outros partidos, que antes recusaram trabalhar com os membros de extrema-direita, cooperar com o novo Governo.

«A tarefa do Governo é mediar a preocupação e o receio que surge com este eventual apoio dos Democratas. Trata-se de enfrentar divisões sociais e pensar nas políticas de integração com contornos novos e muito diferentes», explica o analista sueco Jesper Bengstsson, citado pela Reuters.

As preocupações relativamente à constituição do novo Governo já se refletem nos mercados, com a coroa sueca a desvalorizar, esta segunda-feira, face ao euro.