Um homem, que esperava por um transplante de coração, viveu 555 dias sem o órgão. Enquanto aguardava por um dador, Stan Larkin, de 25 anos, sobreviveu com um coração artificial portátil, que carregava às costas numa mochila, e que bombeava sangue para o corpo.

O órgão robótico, o SynCardia, foi desenvolvido pela Universidade de Michigan, Estados Unidos, onde vive Stan. O motor do dispositivo fica do lado de fora do corpo, ligado ao sistema cardiovascular através de dois tubos.

O aparelho, com cerca de seis quilos, é considerado um sucesso por dar esperança a muitos portadores de problemas cardíacos enquanto esperam por um dador. Porém, só é indicado para casos realmente graves, que não possam esperar pelo transplante, e em que nem um desfibrilador é solução.

Em 2014, Stan tornou-se o primeiro paciente a usá-lo, depois de remover o seu próprio coração. Ele e o irmão são portadores de cardiomiopatia, uma condição que causa a falência do coração aos poucos.

Apesar do peso do dispositivo, o homem conseguiu inclusive jogar basquetebol com ele, para surpresa dos médicos.

O seu irmão, Dominique, usou o SynCardia apenas por algumas semanas, tendo conseguido rapidamente um dador. Para Stan, foram 555 dias de espera.

No mês passado, Stan recebeu finalmente o transplante. Agora, está em recuperação e deverá ter alta na próxima semana, de acordo com a CNN.

Muitas pessoas ficariam assustadas por viver tanto tempo com um coração artificial, mas eu quero dizer-lhes que têm que ultrapassar o medo, porque isso ajuda-nos”, explicou ao canal televisivo. “Vou voltar para casa depressa porque isto ajudou a manter-me saudável antes do transplante.”

Duas semanas após a operação, Stan descreve a experiência como uma “montanha-russa emocional” e sente-se “como se pudesse iniciar uma caminhada”.