O enviado especial da ONU para Síria, Staffan de Mistura, chegou esta sexta-feira a Astana para a oitava ronda de consultas sobre o cumprimento do cessar-fogo na Síria, que arrancou quinta-feira, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão.

Na véspera, após reunir-se em Moscovo com os ministros dos Negócios Estrangeiros e Defesa da Rússia, respetivamente, Serguei Lavrov e Serguei Shoigu, De Mistura destacou que o processo de consultas em Astana “ajudou a reduzir a escalada na Síria”.

Devemos reconhecer que se estão a produzir resultados significativos na Síria”, disse o diplomata sueco, que manifestou confiança de que em Astana se conquistem progressos relativamente à libertação de prisioneiros de guerra.

Em paralelo, sublinhou que não há alternativa ao processo de negociação de Genebra que - insistiu - “foi reconhecido pela comunidade internacional e se realiza sob a égide da ONU”.

À ronda de consultas em Astana assistem representantes da oposição e do Governo da Síria, assim como dos três países garantes do cessar-fogo: Rússia, Irão e Turquia.

A delegação russa é liderada pelo enviado especial de Moscovo para a Síria, Alexander Lavrentiev, enquanto as do Irão e Turquia são encabeçadas pelos seus vice-ministros dos Negócios Estrangeiros, respetivamente, Sedat Onal e Hossein Jaberi Ansari.

A oitava ronda de consultas de Astana, que começou na quinta-feira, deve terminar esta sexta-feira com a celebração de reunião plenária.

As conversações centram-se no problema da libertação de prisioneiros e reféns, bem como na busca por desaparecidos.

Outro ponto abordado é a proposta de se realizar um congresso de diálogo nacional sírio, que a Rússia se ofereceu para acolher.

Na quinta-feira, ainda em Moscovo, o enviado especial da ONU para a Síria, anunciou que as negociações de paz de Genebra entre o Governo sírio e a oposição vão ser retomadas na segunda metade de janeiro, afirmando confiar que as partes, até essa data, terão tempo para se preparar e se centrar “no pleno cumprimento da resolução 2254” da ONU.