Uma racha na hélice pode estar na origem da explosão do motor do Boeing 737 da Southwest Airlines, que, na última quinta-feira, fez um morto e sete feridos, depois de o rebentamento de uma janela ter obrigado a uma aterragem de emergência.

A agência norte-americana que investiga acidentes com transportes (NTSB - National Transportation Safety Board no original) admitiu que esta é uma hipótese em cima da mesa, mas, sublinhou, o momento não é de respostas rápidas para o que aconteceu e sim de causas comprovadas, que precisam de tempo.

Robert Sumwalt, director da agência, disse, na quarta-feira, aos jornalistas que a racha na hélice do motor CFM International 56-7B “não era detetável do exterior” e que a hélice estava partida em dois lados, estando num deles o metal desgastado.

O motor deste Boeing 737 tinha uma inspeção prevista apenas para dezembro, com recurso a ultrassons, pelo que foi apenas realizada uma vistoria pelos técnicos, confirmou a Southwest Airlines.

Na sequência deste incidente, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos quer, agora, que os motores CFM56-7B sejam inspecionados a curto prazo, nomeadamente aqueles que tenham cumprido já um determinado número de ciclos de voo.

O diretor da NTSB confirmou, ainda, que uma equipa de investigadores vai analisar os registos de voo da Southwest Airlines, além de relatórios de inspeção e métodos de inspeção, sendo que, até ao momento, ainda não foi possível determinar a “idade” do motor.

Simultaneamente, a agência está a tentar localizar todas as peças do motor para poder reconstrui-lo e encontrar mais respostas para a explosão, o que não se está a revelar uma tarefa fácil, apesar da colaboração de anónimos.

A cobertura do motor, por exemplo, foi encontrada a mais de 100 quilómetros de Filadélfia, onde o Boeing 737 aterrou de emergência, graças à contribuição de anónimos.