O genro de Osama Bin Laden e ex-porta-voz da Al-Qaeda, Souleymane Abou Ghaith, de 48 anos, foi condenado a prisão perpétua, esta terça-feira, por um tribunal de Nova Iorque. Sentença é ditada seis meses depois de Abou Ghaith ter sido considerado culpado de terrorismo por um júri popular.

O ex-imã, proveniente do Kuwait, foi um dos responsáveis da rede terrorista a justificar os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, algumas horas depois de acontecerem.

Antes de conhecer a sentença, Abu Ghaith declarou, em árabe, através de um intérprete, que se submetia apenas ao julgamento de Alá e citou passagens do Corão. «Hoje, enquanto vocês algemam minhas mãos e têm a intenção de me enterrar vivo, estão libertando as mãos de centenas de muçulmanos que se unirão pelos homens livres», declarou.

O juiz sublinhou que Abu Ghaith jamais manifestou arrependimento pelos atentados de 11 de setembro. Considerou-o ainda uma ameaça, o que «justifica pena máxima».

Num vídeo divulgado a 12 de setembro de 2001, Abu Ghaith aparecia sentado ao lado de Bin Laden e do atual líder da Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri, justificando os atentados e prometendo outros ataques.