O Wikileaks, o portal dirigido por Julian Assange, divulgou esta quinta-feira na Internet todos os documentos e correio eletrónico da Sony Pictures que foram supostamente pirateados por hackers norte-coreanos.

A base de dados publicada pelo Wikileaks inclui mais de 30 mil documentos, 173 mil mensagens de email e 2.200 endereços de email da Sony Pictures, a filial cinematográfica do gigante tecnológico japonês.

Em comunicado, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, assegurou que a informação é «noticiosa e o centro de um conflito geopolítico e pertence ao domínio público», já que mostra o «funcionamento interno de um consórcio internacional».

Também em comunicado, a Sony criticou a divulgação de informação privada, salientando que foi obtida através de um «ato criminoso».

A pirataria informática na Sony começou o ano passado e, segundo o Governo norte-americano, foi da responsabilidade de piratas informáticos norte-coreanos em represália contra a estreia do filme «The Interview», que satiriza o líder da Coreia da Norte, Kim Jong-un.

Os documentos revelados pelo Wikileaks revelam detalhes da estratégia de pressão pública da Sony, as suas relações com políticos e estratégias em relação à concorrência.