Quase quatro anos após o início da chamada Revolução dos Jasmins, a Tunísia assistiu, no domingo, às primeiras eleições presidenciais livres e democráticas, disputadas por 27 candidatos. Apesar de os resultados só serem conhecidos terça-feira, as sondagens sugerem que nenhum dos dois candidatos principais - Beji Caid Essebsi e Moncef Marzouki – irá alcançar a maioria absoluta e que será necessária uma segunda volta.
 
De acordo com os resultados das sondagens, Essebsi parece estar a ganhar, tendo entre 42% e 47% dos votos. Durante meses, o ex-primeiro-ministro de 87 anos, líder do partido laico Nidaa Tunès, esteve à frente nas sondagens e o seu partido ganhou o maior número de assentos nas eleições parlamentares, realizadas em outubro.
 
«Estamos muito felizes com a forma como a eleição foi tão longe. Sentimos que se cumpriram todas as metas estabelecidas na presente campanha e estamos prontos para continuar para a próxima fase», disse Mohsen Marzouk, um porta-voz de Essebsi ao «The New York Times».
 
Marzouki, o presidente cessante de 69 anos, médico e ativista dos direitos humanos que tem servido como presidente interino desde 2011, detém entre 29% e 32% dos votos. O seu partido sofreu muito nas eleições legislativas, punido pelo papel num governo de coligação islâmica, que governou durante dois anos.
 
«Peço-vos para me ajudarem a colocar um fim no período de transição para estabelecer um núcleo democrático, uma unidade nacional e uma sociedade civil forte», afirmou Marzouki, apelando aqueles que tinham apoiado outros candidatos para que o apoiassem.
 
Cada uma das principais campanhas alegou que o seu candidato estava à frente, mas que ficou aquém da maioria. A data provisória para uma segunda volta é 28 de dezembro.