Pelo décimo segundo ano, o Fund for Peace divulga o seu Índice dos Países mais Frágeis. A avaliação tem em conta uma dúzia de critérios diversificados, desde a legitimidade enquanto Estado, a segurança, o respeito pelos direitos humanos, a existência de refugiados e de populações deslocadas ou o acesso a serviços públicos.

Portugal ocupa a posição 163, situando-se no lote dos países considerados “Estáveis”, neste ranking liderado positivamente pela Finlândia. Os estados escandinavos, casos da Noruega, Dinamarca e Suécia, continuam a ser dos melhor colocados.

Entre os países que têm o Português como língua oficial, o Brasil ocupa o 117º lugar no índice. Já no lote denominado “Atenção” estão Cabo Verde (101º), S. Tomé e Príncipe (94º), Guiné Equatorial (53º) e Moçambique (42º). No grupo potencialmente mais instável – chamado “Alerta” – surgem Angola (37º), Timor-Leste (35º) e Guiné-Bissau (17º).

A escassez de serviços públicos, a instabilidade política e militar verificada até às eleições de 2014, que levou à suspensão da Constituição do país dois anos antes, e o facto de dois terços da população viver abaixo do limiar de pobreza são fatores que contribuem para a classificação da Guiné-Bissau no Índice dos Países mais Frágeis. Ainda assim, melhor que uma dezena de outros países africanos.