Um ataque a dois hotéis na zona turística de Sousse, no sul da Tunísia, matou 38 pessoas. Maioria eram turistas e entre as vítimas mortais estava uma portuguesa. Os rostos vão sendo revelados, aos poucos, pela imprensa internacional. Deixamos-lhe aqui algumas histórias.

Maria da Glória Moreira tinha 76 anos, era uma professora reformada de Vila Nova de Gaia e tinha decidido viajar para o local onde já tinha estado de férias com o marido, entretanto falecido. É a primeira vítima portuguesa do Estado Islâmico.  Era a primeira vez que fazia férias sozinha depois da morte do marido em 2012 e Sousse, na Tunísia, era o destino preferido dos dois.



A maioria das vítimas mortais são de nacionalidade britânica. Mas também há alemães, belgas e franceses. Está também confirmada uma vítima irlandesa e, a já referida, a portuguesa.
 
Uma família britânica chora a morte de vários membros. Eram de diferentes gerações: Patrick Evans, de 78 anos, Adrian Evans, de 44 e Joel Richards, com 22 anos de idade.

Adrien Evans levou consigo parte da família à Tunísia. Perdeu a vida, tal como o seu pai (Patrick Evans) e um sobrinho (Joel Richards). Owen Richards, de 16 anos, outro sobrinho (irmão de Joel), terá sobrevivido ao atentado. Mas foi o único.



Carly Lovett, de 24 anos, é outra turista britânica, de Lincolnshire, que perdeu a vida. Tinha ficado noiva recentemente e tinha um blogue de beleza. Adepta das redes sociais, a sua última mensagem no twitter era sobre a viagem que ia fazer e a mala que ainda não estava feita.




 

O casal Scott Chalkley e Sue Davey vivia em Staffordshire. Os dois estavam de férias. O filho de Sue Davey, Conor Fulford, viu pela televisão a mãe ser transportada de maca. Horas depois foi informado da sua morte. Tal como do seu companheiro. Trabalhavam os dois na mesma empresa: a Severn Trent Water.







 

O nome ainda não foi oficialmente confirmado, mas a família de Lisa Burbidge, de Tyneside, já está a ser apoiada pelas autoridades.



Trudy Jones, de 51 anos, é outro dos rostos da tragédia. Tinha quatro filhos e estava de férias com amigos. Através da polícia de Gwent, onde residia, os filhos divulgaram um comunicado: “A nossa mãe, de todas as pessoas, não merecia isto. Era carinhosa e preocupava-se mais com os outros do que consigo. Estava sempre a ajudar os outros. Era quem nos mantinha unidos e fazia funcionar. Não sabemos como vamos fazer sem ela”.



Lorna Carty, na casa dos 50 anos, era uma enfermeira irlandesa. Estava de férias com o marido, que tinha sido recentemente operado ao coração. A viagem à Tunísia tinha sido uma prenda. Ela estaria sozinha na praia na hora do ataque. Não sobreviveu. O marido, que tinha ficado no hotel, ficou ferido.