Vai entrar pela porta grande, depois de uma primeira visita em família, então uma adolescente em Londres. Mhairi Black e os restantes deputados do SNP vão tratar das coisas básicas que antecedem a vida parlamentar, como acomodações, senhas de acesso, gabinetes, etc.

 

Filha de um empresário local e de uma professora, Mhairi, que tem um irmão mais velho, chegou à política em setembro passado, depois do “Não” no referendo da Independência da Escócia, juntando-se ao Partido Nacionalista.

 

Mas já antes se envolvia. Fosse nas discussões políticas em casa ou nas marchas contra a Guerra no Iraque ou pelo Parlamento da Escócia, a jovem universitária (está no último ano do Curso de Política e Políticas Públicas da Universidade de Glasgow) não queria ser apenas uma voz de protesto perdida em outras tantas.

 

Movida pelos relatos de pobreza e pela injustiça social, Mhairi Black foi bater à porta do SNP para fazer a diferença. “Sinceramente, quando tudo começou pensei que seria pouco provável [derrotar o Partido Trabalhista e Douglas Alexander], mas pensei que, pelo menos, poderia dar luta e ajudar o SNP a reforçar a presença no Parlamento”, admitiu a jovem escocesa, na primeira entrevista pós-eleitoral à comunicação social britânica.

 

E à medida que a campanha crescia, a popularidade também. “Comecei a pensar que a eleição podia acontecer porque as pessoas estavam muito zangadas com o ‘Labour’ e queriam uma mudança.”

Mhairi não receia o que a espera na Câmara dos Comuns, mas sabe que estará debaixo de olho. “Continuo a ser uma pessoa normal e muito ligada à região onde nasci. Penso que isso é uma mais-valia para o SNP. O mesmo acontece com os meus colegas de partido. O que nos une e move são as políticas adequadas às necessidades das pessoas, que conhecemos porque estamos em contacto com a população”, observou.

 

Uma normalidade onde não falta o futebol e a música. “Tenho bilhete de época para o Partick Thistle [clube da primeira liga escocesa] e sempre fui uma entusiasta adepta de futebol”, revela na sua biografia no site do SNP.

 

Aos 20 anos, tornou-se na mais jovem deputada a ser eleita para o Parlamento britânico depois de 1667, sucedendo a Christopher Monck, de 13 anos.