A poluição na China tem batido recordes nos últimos dias. No domingo, algumas partículas prejudiciais à saúde registaram níveis 56 vezes superiores aos considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde.

No nordeste, a população acordou sob uma nuvem acre, que transportava consigo níveis elevados de algumas partículas ligadas ao desenvolvimento de cancro e doenças cardíacas. Entre elas estava o PM2.5 que, segundo a  Xinhua, ultrapassou os 1.400 microgramas, superando largamente os 25 microgramas considerados aceitáveis pela OMS.

De acordo com o The Guardian, a situação foi provocada pela combustão de carvão, para aquecer as casas dos residentes.

O nevoeiro, que já é característico na China, atingiu níveis recordes. Em algumas regiões, fez com que o campo de visão fosse inferior a 100 metros.

Já foram partilhadas algumas fotos do incidente, nas redes sociais.

 
Entretanto, o governo municipal decretou nível três de alerta, incluindo a proibição de atividades ao ar livre e recreio nas escolas.

“É como se o ar picasse e fizesse com que os meus olhos e garganta fiquem doridos quando estou na rua. Quanto ao que devemos fazer, não sei…”, disse uma mulher, ao The Guardian.


A qualidade do ar melhorou, esta segunda-feira, mas o nível de partículas prejudiciais à saúde continua em valores considerados “perigosos”.

Vários estudos já apontaram que o noveiro, na China, está relacionado com problemas de saúde graves, como doenças respiratórias e cancros, e está diretamente ligado a centenas de milhares de mortes prematuras.