A portuguesa Teresa Silveira Machado vive na Cidade do México e sobreviveu ao sismo que abalou o país nesta terça-feira, horas depois de um simulacro que todos os anos assinala o trágico terramoto de 19 de setembro de 1985, em que morreram milhares de pessoas.

Em conversa via Skype com a TVI24, teve dificuldades em descrever o momento, porque, explicou, é preciso sentir para poder compreender.

Estou cá há quatro anos e meio e neste dia fazemos sempre uma simulação. Estávamos todos de pré-aviso, fizemos o percurso como a Proteção Civil nos pediu e, depois, reunimo-nos todos no mesmo ponto de encontro e regressámos ao escritório. Já na empresa, uma colega dizia-me que o meu gabinete era o lugar mais seguro porque ficava entre paredes mestras. Passada uma hora e meia, estávamos em reunião no meu gabinete e não sei explicar bem, porque é uma coisa que se tem de sentir, mas o meu gabinete parecia uma onda, e nós saltávamos. Chegámos a pensar que tinha havido um choque enorme, com um camião a embater no edifício, mas aquilo manteve-se e percebemos que era um sismo”, contou Teresa Silveira Machado.

Apesar de a intensidade deste sismo ter sido inferior à registada na semana passada, a portuguesa não tem dúvidas de que foi mais violento, por causa da trepidação gerada.

Esta trepidação significa que tudo parte. Quando fugia da empresa passei por uma escadas que pareciam gelatina”, descreveu.

Até ao momento não foi contactada pela embaixada portuguesa, que no sismo do passado dia 7 enviou-lhe um email para saber se estava tudo bem. “Tenho apenas contactado através do Facebook com pessoas amigas, que me vão dizendo que estão bem”.

Neste momento, Teresa e o marido estão em casa, como pediu o governo mexicano, “com medo das réplicas”

Estamos tranquilos dentro do possível, mas com muito medo. Isto mete muito medo.”