«Precisamos de ajuda». O pedido vem do ministro da Informação do Nepal, Minendra Rijal, país que foi abalado por um forte sismo, este sábado, que causou a morte a mais de 2.500 pessoas e feriu mais de 6.000, de acordo com o último balanço oficial.
 
A braços com uma das maiores tragédias que atingiu o país nos últimos 80 anos, as autoridades pedem ajuda para lidar com os danos e as vítimas causados pelo abalo.

"Tanto os hospitais públicos como os privados estão sobrecarregados e estão até a tratar os doentes ao ar livre", afirmou o embaixador nepalês na Índia à Reuters.


Profissionais e voluntários continuam a remover os escombros para tentar encontrar sobreviventes, enquanto o país continua a ser abalado por réplicas do sismo deste sábado. Este domingo, uma réplica de 6,7 na escala de Richter, causou novas avalanches na região do Monte Everest e deixou a população em pânico. 

"Estou exausto, mas temos que continuar", afirmou um polícia cuja equipa já tinha levado 166 feridos e cadáveres para os centros médicos.

De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde de 2011, o Nepal tem 28 milhões de pessoas, mas só tem 2,1 médicos e 50 camas por cada 10 mil habitantes.

Mais de 22 mortos no Evereste

Pelo menos 22 pessoas morreram e 217 continuam desaparecidas na zona do Evereste depois da avalanche causada pelo sismo que abalou o Nepal, revela fontes do Ministério do Turismo citadas pelo portal eKantipur.

Apesar das réplicas sentidas este domingo, 32 pessoas foram resgatadas por helicóptero. Vinte e nove pessoas estão a receber tratamento hospitalar.

Já fontes oficiais da Índia, que também foi afetada pelo terramoto, reviram o balanço para 62 mortos. Na China morreram 18 pessoas e uma pessoa morreu no Bangladesh. 

Manifestações de solidariedade multiplicam-se

As manifestações de solidariedade para com o Nepal têm-se multiplicado, com inúmeros governos e organizações internacionais a oferecerem ajuda. 

Índia e China anunciaram o envio de equipas para Katmandu, à semelhança de outros países e territórios da região, como Japão, Sri Lanka, Paquistão, Singapura ou Taiwan. 

Os Estados Unidos anunciaram ainda no sábado, dia da catástrofe, o envio de uma equipa de especialistas, à semelhança da União Europeia, tendo Washington prometido de igual modo um milhão de dólares em ajuda para responder às primeiras necessidades pós-sismo. 

Em comunicado, a União Europeia indicou estarem a caminho de Katmandu especialistas humanitários para as zonas mais afetadas. 
 

"A dimensão total das mortes e danos ainda é desconhecida, mas informações indicam ser elevada, tanto em termos de perdas humanas e feridos como ao nível do património cultural".


Alemanha, Reino Unido e Espanha também prometeram assistência, com a Noruega a anunciar que vai facultar 30 milhões de coroas (3,5 milhões de euros) em ajuda humanitária. 

Este domingo, Austrália e Nova Zelândia também anunciaram o envio de apoio ao Nepal, devastado por aquela que é pior tragédia da sua história recente, enquanto procuram localizar centenas de cidadãos nacionais referenciados como estando no país. 

Camberra comprometeu-se com uma ajuda de 5 milhões de dólares australianos (3,6 milhões de euros), enquanto a Nova Zelândia vai canalizar 1 milhão de dólares neozelandeses (700 mil euros).