O ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, Guillaume Long, revelou na quarta-feira que 20 estrangeiros morreram em consequência do sismo que atingiu o país no passado sábado.

Long também indicou que ainda há estrangeiros dados como desaparecidos, mas não avançou números. Na lista de estrangeiros mortos incluem-se oito colombianos, cinco cubanos, dois canadianos, um dominicano, um irlandês, um inglês, um italiano e um alemão.

O Ministério Público do Equador anunciou, na quarta-feira, que registou 570 mortos, dos quais 526 foram identificados e entregues às famílias, na província costeira de Manabí, a mais afetada pelo sismo que atingiu o país no passado sábado, segundo as agências. 

A terra ainda não parou de tremer no Equador. Centenas de réplicas desde sábado e, esta quarta-feira, outro sismo de intensidade 6,2 na escala de Richter.

O presidente Rafael Correa admitiu, na quarta-feira à noite, aumentar os impostos para fazer face aos prejuízos do terramoto, de acordo com a Reuters, mas não chega. O Equador é, assim, um país que precisa urgentemente de ajuda. 

Para isso, o secretário adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários assegurou, que vai pedir à comunidade internacional uma angariação "relâmpago" de 73 milhões de dólares para apoiar as zonas atingidas pelo sismo de sábado no Equador.

Stephen O'Brien, que visitou a zona costeira afetada pelo sismo do passado sábado, expressou, numa conferência de imprensa em Quito, que o pedido será apresentado na sexta-feira e disse esperar que a angariação “tenha êxito”. A expetativa é que o pedido “tenha respostas imediatas na mesma sala” da ONU em que será apresentada a proposta, acrescentou, dizendo estar seguro de que a comunidade internacional vai apoiar o programa também nas semanas posteriores.