Por: Redacção / PO | 11- 3- 2011 16: 16
Última actualização às 17:25
Um sismo de magnitude 8.9 na escala de Richter terá provocado mais de um milhar
de mortos na costa nordeste do Japão, de acordo com os media japoneses. Mas as imagens de destruição fazem temer um aumento
do número de vítimas.
Numa altura em que os a polícia dá conta, num balanço ainda provisório, que 288 pessoas morreram e há mais de 500 desaparecidos, os meios de comunicação nipónicos, citados pela Reuters, elevam
a fasquia, e estimam que mais de um milhar de pessoas perdeu a vida.
A agência Kyodo, citada pela BBC, chegou a avançar
88 mil desaparecidos. Mas noticiou depois números muito mais baixos: 137 mortos e 531 pessoas por localizar. Contudo, outros
dados colocam os números oficiais que vão saindo aquém do que deverá ser a realidade da tragédia. Só numa praia em Sendai
foram encontrados 200
a 300 mortos
Imagens das ondas que atingiram a costa desta cidade, no nordeste do país, mostram um rasto de destruição, onde um barco com
cem pessoas a bordo foi varrido pelas águas.
Há também notícia de um comboio
desaparecido e outro que descarrilou.
Dezenas de cidades e vilas foram abaladas pelos violentos tremores
de terra. Só no município de Fukushima 1800 casas foram destruídas, segundo a polícia.
O forte sismo foi seguido
de um tsunami que poderá atingir meia centena
de países. Registaram-se pelo menos 19 réplicas.
O primeiro abalo registou-se às 14h46 locais (5h46 em Lisboa),
a 179 quilómetros a leste de Sendai, ilha de Honshu, e a 382 quilómetros a nordeste de Tóquio, informou o USGS.
As pessoas
fugiram para os telhados de edifícios quando as ondas começaram a chegar. Empresas, escolas e transportes encerram. As comunicações
estão difíceis em Tóquio. Câmaras
de vigilância dos locais de trabalho captaram a violência do abalo.
As Nações Unidas já asseguraram que estão
30 equipas de resgate preparadas para responder a um pedido de ajuda japonês. A embaixada de Portugal em Tóquio está a tentar
contactar os 500 portugueses registados.
No Japão há 500 portugueses, uma centena já foi contactada e a embaixada
portuguesa está a tentar chegar aos cidadãos nacionais através
das redes sociais.
Reactores nucleares
O Governo japonês emitiu, entretanto, um alerta
por causa da central nuclear na região de Sendai que as autoridades não estão a conseguir «arrefecer».
De
acordo com o jornal «The Japan Times», existem 11 centrais nucleares nas áreas atingidas pelo sismo. Os reactores de Miyagi,
Fukushima e Ibaraki e foram todos encerrados, Segundo informações do Ministro da Indústria, que garantiu não ter existido
qualquer fuga radioactiva.
Dezenas de incêndios deflagraram por toda a região: casas
e fábricas. O mais preocupante é precisamente na refinaria de Ichinaria.
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