Um cenário de enorme destruição. Itália acordou sobressaltada esta madrugada depois de um forte sismo, de magnitude 6.0 na escala de Richter, ter abalado as regiões de Lazio, Umbria e Marche. Amatrice, Accumoli e Arquata del Tronto foram as cidades mais afetadas, com vários mortos e edifícios completamente destruídos. Há vilas que ficaram "completamente" arrasadas pelo sismo, como é o caso de Pescara del Tronto, onde morreram pelo menos dez pessoas. 

Em Amatrice, região de Lazio, metade da cidade desapareceu. Aqui, morreram pelo menos 17 pessoas. Há famílias soterradas e as equipas de socorro reúnem esforços para procurar sobreviventes. As autoridades temem que o número de mortos ainda venha a aumentar.

Ainda na região de Lazio, mas na cidade Acuumoli, os escombros multiplicam-se por toda a parte. Segundo a Reuters, que cita as autoridades italianas, pelo menos seis pessoas morreram.

O presidente da câmara, Stefano Petrucci, sublinhou que a situação é mais grave do que inicialmente se pensava.

“Agora que o dia amanheceu, vemos que a situação é mais grave do que o que receámos, com edifícios destruídos, pessoas presas nos escombros e nenhum som de vida.”

Já na região de Marche, a vila de Pescara del Tronto, em Arquata del Tronto, foi completamente arrasada. Os edifícios colapsaram e há várias pessoas presas nos escombros. Pelo menos dez pessoas morreram.

O autarca Aleandro Petrucci frisou, em declarações aos jornalistas, que se trata de um "desastre". Segundo Petrucci, Pescara foi uma das duas ou três aldeias que se desintegraram "completamente". 

Imagens publicadas nas redes sociais ilustram o cenário apocalíptico nesta vila.

O sismo também foi sentido noutras cidades italianas.

Em Roma, os habitantes acordaram com os tremores que abanaram móveis e accionaram os alarmes dos automóveis.

Em Ceselli e Sheggino o sismo também causou preocupação, como confirmam os relatos de habitantes destas cidades à agência Reuters.

“Foi tão forte. Parecia que a cama andava sozinha pelo quarto”, disse Lina Mercantini em Ceselli.

“Meu Deus, foi horrível. As paredes racharam e os livros caíram das prateleiras”, afirmou Olga Urbani, em Scheggino

O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia italiano registou 60 réplicas após o abalo inicial, com a réplica mais forte a registar uma magnitude de 5.5 na escala de Richter.

O último grande sismo a sacudir Itália registou-se em 2009 e afetou sobretudo a cidade de Áquila. O terramoto provocou mais de 300 mortos.