São já 291 as vítimas mortais do sismo no centro de Itália, de acordo com o último balanço da Proteção Civil. A maior parte, 224, morreram em Amatrice, 11 são de Accumoli e 49 de Arquata del Tronto, números referentes ao anterior balanço desta manhã de 284.

Desde o registo do primeiro abalo, na madrugada de quarta-feira, passaram pelos hospitais de Lazio, Umbria e Marche 387 pessoas, permanecendo internadas em estado grave cerca de 40.

As autoridades italianas conseguiram, desde então e até sexta-feira, retirar com vida dos escombros 238 feridos.

Há, ainda, registo de pelo menos 1.332 réplicas, a última das quais nesta madrugada, às 04:50, de magnitude 4. Na sexta-feira de manhã, uma réplica de 4.8 às 06:28 locais obrigou ao encerramento da ponte Tre Occhi na estrada regional 260 e que é uma importante via de acesso a Amatrice.

De acordo com o autarca local, já pouco resta em pé em Amatrice e a quase totalidade dos edifícios, incluindo os históricos, são irrecuperáveis. O terramoto foi, aliás, de tal forma intenso, que mudou a fisionomia do território, que abateu 20 centímetros, de acordo com dados do serviço sismológico italiano.

Neste sábado, realizam-se as primeiras cerimónias fúnebres em Ascoli Piceno, que contam com a presença do Presidente da República Sergio Mattarella e do primeiro-ministro Matteo Renzi.

Nas zonas afetadas prosseguem as operações de socorro na busca por sobreviventes.