O Governo do Chile confirmou a morte de cinco pessoas como consequência do terramoto de 8,2 na escala de Richter que abalou as regiões de Arica e Parinacota, no extremo norte do país. O alerta de tsunami na região tem vindo a ser levantado ao longo da madrugada, depois de ondas de dois metros terem provocado algumas inundações.

O relato de um português «à espera das ondas» no Chile

Quatro homens e uma mulher morreram vítimas de ataques cardíacos e esmagadas sob escombros, disse o ministro do Interior chileno, Rodrigo Peñailillo, numa conferência de imprensa no Serviço Nacional de Emergência (Onemi).

O alerta de tsunami foi ativado e levou à evacuação preventiva para zonas de segurança de toda a costa chilena, larga de mais de 4500 km. O alerta de tsunami estendeu-se às costas do Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, México, Honduras e Perú. Todos estes países foram desativando o alarme ao longo da noite.

As ondas resultantes do abalo, de cerca de dois metros foram chegando às zonas costeiras e inundaram algumas ruas, mas não provocaram danos de vulto.

Ao longo da noite sentiram-se sucessivas réplicas do sismo em território chileno: foram já 20, algumas delas acima dos 5.0 na escala de Richter.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou entretanto o estado de catástrofe natural no norte do país e vai visitar a região.

Notícia atualizada às 8h36