Mais de 60.000 presos morreram nas prisões e centros de detenção sírios por torturas e privação de alimentos e medicamentos desde março de 2011, quando se iniciaram os protestos que derivaram no atual conflito, referiu hoje uma ONG.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) refere em comunicado que obteve estes dados através de fontes dos serviços de segurança do regime sírio, incluindo os serviços secretos aéreos e Segurança do Estado, para além do presídio militar de Sidnaya, a norte de Damasco.

O próprio Observatório conseguiu documentar com nome e apelidos um total de 14.456 presos e detidos falecidos, incluindo 110 menores de 18 anos e 53 mulheres.

Turquia exclui refugiados sírios qualificados do acordo com a UE

Entretanto, este sábado diversos governos europeus acusaram a Turquia de estar a excluir do acordo alcançado com Bruxelas cidadãos sírios altamente qualificados, e pelo contrário permite a saída para a Europa de numerosos “casos extremos”, refere hoje o Der Spiegel.

No decurso de uma reunião interna da União Europeia (UE) em Bruxelas nos finais de abril, o representante luxemburguês assinalou que as primeiras propostas da Turquia não são equilibradas, ao incluírem “casos de doenças graves ou refugiados com formação muito básica”, precisa o semanário alemão.

O secretário de Estado-adjunto do ministério do Interior germânico, o cristão-democrata Ole Schröder, informou a comissão parlamentar de Assuntos Internos desta situação numa reunião à porta fechada.