O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu este sábado que Portugal «deve opor-se a qualquer iniciativa militar» na Síria «sem um mandato legal aprovado no plano multilateral», reiterando a «urgência de uma solução diplomática».

«Ao contrário do primeiro-ministro, não hesitamos e consideramos que Portugal deve opor-se a qualquer iniciativa militar sem um mandato legal aprovado no plano multilateral», disse.

Seguro disse que não se pode «ficar indiferente às notícias chocantes que chegaram» da Síria e realçou que «o PS considera inaceitável a utilização de armas químicas e condena o massacre de civis» naquele país.

«Este ato deve ser punido de forma clara e legal. Renovamos o apelo a um cessar-fogo imediato e ao reconhecimento das legítimas aspirações democráticas do povo sírio», sublinhou.

António José Seguro discursava no encerramento da Universidade de Verão do PS, que decorreu em Évora, desde quarta-feira.

Reiterando a «urgência de uma solução diplomática» para o território, o líder socialista lembrou que «os portugueses ainda não esqueceram o que aconteceu há uma década com a intervenção no Iraque, com consequências que perduram até hoje», num registo da Lusa.