O Reino Unido decidiu acolher centenas de refugiados sírios, com preferência para os «mais vulneráveis». O anuncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, escreve a BBC. Crianças e mulheres vítimas de violência sexual e tortura, tal como idosos e deficientes vão ter prioridade na lista de acolhimento.

O governante não se quis comprometer com um número certo, mas referiu «na casa das centenas». Nick Clegg explicou, ainda, que a coligação governamental quer mostrar aos britânicos que «a longa e orgulhosa tradição de dar refúgio aos mais necessitados» está «viva» e é para continuar.

O Alto comissariado para os refugiados das Nações Unidas chegou recentemente a acordo com a Alemanha e a França para o acolhimento de refugiados. Os primeiro admitem receber 10 mil sírios, enquanto a França irá acolher 500. Mas este novo programa de acolhimento britânico está a ser tratado de forma separada pelas Nações Unidas.

É esperado que esta quarta-feira a ministra britânica do Interior, Theresa May, revele mais pormenores do plano.

Recorde-se que na passada segunda-feira, durante um debate na Casa dos Comuns, levantaram-se muitas vozes, de todos os partidos, contra o executivo liderado por David Cameron, por este ter recusado participar no recente programa de acolhimento das Nações Unidas.

Os trabalhistas tinham agendado um debate, exclusivamente dedicado ao tema, mas existe agora a possibilidade de este não realizar.

O vice-primeiro-ministro avançou ainda que nos último anos, a ajuda dada à Síria, já ascendeu aos 600 milhões de libras (728 milhões de euros), o que faz do Reino Unido o segundo maior doador bilateral de ajuda humanitária do Mundo.

«Perante a continuidade do conflito, que obriga milhões de sírios a fugir do seu país, temos de garantir que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance». O governante garantiu ainda que as Nações Unidas apoiam este programa de acolhimento e apenas pediram para que fosse dada prioridade aos «mais vulneráveis». «Lamentavelmente não podemos garantir segurança a todos, mas podemos acolher os que mais precisam», concluiu.