Vladimir Putin responsabiliza a oposição ao governo de Bashar al-Assad pelo uso de armas químicas no país.

A afirmação é feita num artigo de opinião publicado esta quinta-feira no site do jornal «The New York Times», intitulado «um pedido russo de cautela».

EUA terão começado a fornecer armas a rebeldes sírios

Neste texto, o presidente russo esclarece que decidiu dirigir-se diretamente aos norte-americanos e aos seus líderes num momento importante e de pouca comunicação entre as duas sociedades.

Putin diz que não existem dúvidas de que foi utilizado gás venenoso na Síria, mas que tudo leva a crer que o gás não foi utilizado pelo exército, mas pelas forças de oposição para forçarem uma intervenção externa, uma posição claramente oposta à dos Estados Unidos.

O chefe de Estado adverte ainda que um potencial ataque militar norte-americano contra a Síria pode suscitar uma nova onda de terrorismo e lembra que o uso da força só é permitido sob a lei internacional em legítima defesa ou por uma decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

As declarações do presidente russo chegam horas antes do encontro entre o secretário de Estado John Kerry e o homólogo russo Sergei Lavrov, em Genebra, uma reunião crucial para discutir a proposta de Moscovo para controlar o arsenal químico do regime sírio.

Os embaixadores dos países membros do Conselho de Segurança reúnem-se também em Nova Iorque com a mesma agenda.