O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou esta segunda-feira ao Ministério da Defesa para iniciar na terça-feira a retirada das forças russas da Síria.

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse que Putin tinha telefonado ao presidente sírio para o informar da decisão russa. A Presidência russa indicou entretanto que o chefe de Estado sírio, Bashar al-Assad, concordou com a decisão de Putin.

A tarefa que encomendei ao ministério da Defesa e às forças armadas foi cumprida e, portanto, ordenei o ministério da Defesa que a partir de amanhã comece a retirada da maior parte dos contingentes militares da República Árabe da Síria", declarou Putin.

As tropas da Rússia atuavam em território sírio desde setembro de 2015, ajudando o governo daquele país a combater os militantes do Estado Islâmico.

Vladimir Putin considera que a intervenção militar russa cumpriu grande parte dos objetivos, mas tenciona que a Rússia continue a ajudar no processo de paz para pôr fim ao conflito na Síria.

Obama e Putin falam ao telefone retirada parcial

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou hoje com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a “retirada parcial” das tropas russas da Síria.

Os dois chefes de Estado falaram sobre o “anúncio feito pelo Presidente Putin de retirada parcial das forças russas da Síria e dos próximos passos necessários para implementar o fim das hostilidades”, disse, em comunicado, o executivo norte-americano.

Segundo o comunicado, Barack Obama alertou que o regime de Bashar al-Assad está a colocar em perigo a continuidade do cessar-fogo e o processo político no país.

Conselho de Segurança da ONU apoia retirada

O Conselho de Segurança das Nações Unidas considerou positiva a decisão da Rússia de retirar as suas forças militares da Síria.

Quando vemos a retirada das tropas, significa que a guerra está a tomar um rumo diferente, e isso é bom", disse o atual presidente do Conselho, Ismael Abraão Gaspar Martin, acrescentando: "Obviamente que todos nós consideramos esse ato como algo positivo"

Retirada das tropas russas vai "aumentar pressão" sobre Assad

A retirada das tropas russas da Síria vai contribuir para "aumentar a pressão" sobre o chefe de Estado sírio, Bashar al-Assad, estimou o chefe da diplomacia alemã, Frank-Walter Steinmeier.

"Se o anúncio da retirada das tropas russas se concretizar, isso aumentará a pressão sobre o regime do Presidente Assad para negociar finalmente em Genebra, de uma forma séria, uma trasição política que preserve a estabilidade do Estado sírio e os interesses de todas as populações", sustentou Steinmeier numa nota emitida pelo seu gabinete.

Guerra civil na Síria completa cinco anos nesta terça-feira, dia 15.