O Papa Francisco condenou, este domingo, o atentado com uma camioneta armadilhada junto a autocarros que retiravam civis e combatentes de Alepo, no sábado, na Síria, que causou 112 mortos

O ataque de ontem foi ignóbil contra os refugiados que fugiam. Que (Deus) sustente, de forma particular, os esforços daqueles que trabalham ativamente para levar alívio e confortar a população civil na Síria, a amada e martirizada Síria, que é vítima de uma guerra que não para de semear terror e morte", afirmou o Sumo Pontífice na sua mensagem de Páscoa na Basílica de São Pedro no Vaticano. 

Perante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o papa argentino pediu a Deus que traga “paz a todo o Médio Oriente”.

O líder católico pediu a Deus, durante a cerimónia transmitida por mais de 160 canais de televisão de todo o mundo, que “dê aos responsáveis das nações a coragem para evitar a expansão dos conflitos e de parar o tráfico de armas”, e recordou a todos os cristãos que "Cristo Ressuscitado" é "companheiro de todos aqueles que são forçados a deixar as suas terras por causa de conflitos armados, ataques terroristas, fomes, regimes opressivos".

O papa referiu-se a várias regiões em conflito, “a começar pela Terra Santa, mas também Iraque, Iémen”, e recordou ainda “Sudão do Sul, Somália e República Democrática do Congo, que padecem de conflitos sem fim, agravados pela terrível fome que castiga algumas regiões de África”.

Também desejou "que Jesus Ressuscitado apoie os esforços daqueles que, especialmente na América Latina, estão comprometidos com o bem comum da sociedade, tantas vezes marcado por tensões políticas e sociais, que em alguns casos são reprimidas com violência”, e falou ainda da Ucrânia, “atingida por um conflito sangrento", pedindo que volte “a encontrar harmonia”.

Francisco referiu-se igualmente à Europa, pedindo que tenham esperança “todos os que atravessam momentos de dificuldades, especialmente pela grande falta de trabalho, sobretudo os jovens".

Assegurou que Jesus ressuscitado cuida daqueles que são explorados, dos que são violentados mesmo dentro de sua casa, por exemplo através da violência sexista, e que é "companheiro de viagem daqueles que são forçados a deixar a sua terra".

O papa assegurou que Jesus cuida daqueles que são vítimas de velhas e novas formas de escravidão e das “crianças e adolescentes que são privados de sua serenidade e explorados”.

Antes da bênção 'Urbi et Orbi', com que o papa se dirige ao público desde a varanda central da Basílica de São Pedro, Francisco tinha celebrado a tradicional missa da Páscoa para os fiéis reunidos na Basílica de São Pedro.