Um militar espanhol que patrulhava a fronteira de Israel com o Líbano foi morto num ataque de morteiro do exército israelita, segundo avançam ao «El País» fontes militares.

A morte do soldado, que pertencia às tropas da ONU que patrulham a região, surgiu na sequência de um ataque do Hezbollah que atingiu esta quarta-feira uma coluna militar israelita nas quintas de Shebaa, nos montes Golã.

Segundo o exército israelita, quatro militares ficaram feridos. Já os libaneses indicam que há vítimas mortais.
 
Depois de ontem o norte de Israel ter sido atingido por rockets da Síria, esta manhã o ataque foi levado a cabo pelos libaneses do Hezbollah, que dizem ter atingido uma coluna militar israelita.
 
O exército israelita respondeu a este ataque e bombardeou de imediato o sul do Líbano. Está anunciada para breve uma declaração do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
 
A tensão na região tem aumentado desde que um ataque israelita matou vários membros do Hezbollah na Síria. O raide, lançado no passado dia 18, causou seis mortes no seio do movimento, incluindo a de Jihad Moughniyeh, filho de Imad Moughniyeh, comandante militar assassinado em 2008, e a de um general iraniano, perto de Quneitra, no lado ocupado pela Síria nos estratégicos Montes Golã. 

Israel não reivindicou a autoria do ataque nem fez um desmentido oficial.