Notícia atualizada

Os inspetores da ONU que estiveram na Síria a investigar a alegada utilização de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad chegaram ao Líbano, testemunhou um jornalista da agência AFP.

Os inspetores chegaram ao país a bordo de seis veículos com o símbolo das Nações Unidas e estavam escoltados por vários carros das forças de segurança libanesas.

A comitiva cruzou a fronteira entre a Síria e o Líbano às 07:40 locais (05:40 em Lisboa).

Os inspetores vão agora fazer o relatório sobre o alegado uso de armas químicas. Entretanto, John Kerry antecipa-se e parece não ter dúvidas de que o regime de Bashar al-Assad é responsável pelos ataques.

O secretário de Estado norte-americano acusou o regime sírio de matar 1429 pessoas, entre elas 426 crianças, como cita a BBC.

Por seu turno, a Síria já veio reagir dizendo que o discurso de Kerry está «cheio de mentiras», mas espera um ataque «a qualquer momento», adianta a Sky.

O presidente russo tenta evitar esse ataque. Vladimir Putin disse este sábado que seria «descabido» Bashar al-Assad usar armas químicas quando está a ganhar a guerra e deixou apelo a Barack Obama para que não ataque a Síria.

Na sexta, o Presidente dos Estados Unidos afirmou que ainda não tomou uma «decisão final» sobre um eventual ataque à Síria, mas admitiu uma ação «limitada» dos Estados Unidos contra o regime de Bashar al-Assad pelo uso de armas químicas.

John Kerry e o secretário de Estado da Defesa vão estar este sábado reunidos com senadores democratas e republicanos para discutir o eventual ataque à Síria. Um ataque que parece cada vez mais real, resta saber quando.

Por seu turno, os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe reúnem-se no domingo, no Cairo, para falar da Síria, quando Estados Unidos e França se mostram decididos a atacar o regime, que responsabilizam por um ataque com armas químicas.

O número dois da Liga Árabe, Ahmed Ben Helli, anunciou hoje que a reunião estava prevista para terça-feira, mas foi antecipada devido aos últimos desenvolvimentos no dossiê sírio.

Numa reunião na passada terça-feira, os delegados permanentes junto da Liga Árabe tinham acusado o regime de ser «inteiramente responsável» pelo ataque de 21 de agosto, alegadamente com armas químicas, que suscitou a indignação internacional e levou alguns países a ponderarem uma intervenção militar na Síria.

Já o principal grupo da oposição síria, a Coligação Nacional Síria (CNFROS), apelou à comunidade internacional a levar a cabo uma intervenção militar «ampla e forte», que reduza a capacidade bélica do regime de Damasco.