O massacre em Ghouta, na Síria, já matou pelo menos 617 pessoas, incluindo 149 crianças, e arrasou bairros inteiros desta região nos arredores de Damasco. Nas últimas semanas, as forças governamentais cercaram este bastião rebelde e intensificaram os ataques.

Os dados obtidos através de imagens de satélite e analisados pelo UNOSAT, programa tecnológico do Instituto de Investigação das Nações Unidas (UNITAR), mostram o elevado grau de destruição no terreno. 

Um gráfico divulgado esta semana assinala os elevados danos verificados entre 3 de dezembro e 23 de fevereiro. A vermelho estão assinaladas as áreas com um grau de destruição elevado e a amarelo as áreas com um grau de destruição moderado. 

Fonte: UNITAR - UNOSAT

Jobar foi a zona mais devastada até agora. Cerca de 93% das construções foram danificadas ou destruídas, até dezembro.

Milhares de pessoas tiveram de abandonar as suas casas. Muitas fugiram para a região vizinha de Ein Tarma, mas esta também tem sido alvo de um grande número de ataques aéreos e não oferece condições de segurança.

 

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Harasta foi outra das zonas mais atingidas. Segundo o instituto da ONU, até dezembro cerca de 59% das construções foram danificadas ou destruídas e mais de 75% da população fugiu. 

A intensificação dos ataques do regime em fevereiro originou ainda mais danos e mortos. 

Imagens de satélite mostram as trincheiras criadas pelos rebeldes.

 

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Há cerca de 400.000 pessoas encurraladas na região de Ghouta.

E nada parece ter mudado no terreno desde a resolução aprovada nas Nações Unidas para um cessar-fogo em toda a Síria.

O alto comissário para os Direitos Humanos da ONU já veio dizer que a violência e os assassínios nos subúrbios de Damasco constituem provavelmente crimes de guerra e potencialmente crimes contra a humanidade.