A Casa Branca anunciou neste domingo que os Estados Unidos e a França vão "intensificar" de imediato a luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, na sequência dos atentados de sexta-feira em Paris, em que morreram 129 pessoas e 352 ficaram feridas, 99 em estado crítico.

"Estamos ombro a ombro com a França na resposta ao terroristas. Já fazem parte das forças de coligação americanas nas campanhas no Iraque e na Síria e agora querem renovar os seus esforços", afirmou o conselheiro de Segurança da Casa Branca, Ben Rhodes, em entrevista à NBC, em direto da Turquia, onde decorre a cimeira do G20. 
 
"Estamos confiantes de que nos próximos dias e semanas de trabalho com os franceses possamos intensificar os nossos ataques ao Estado Islâmico tanto na Síria como no Iraque e mostrar a estes terroristas que não existem esconderijos seguros", acrescentou.

De acordo com Ben Rhodes, em declarações aos jornalistas à margem da cimeira do G20, não existe qualquer "ameaça credível contra os Estados Unidos" mas o Estado Islâmico "tem a aspiração de atacar qualquer membro da coligação liderada pelos EUA".

"Seguramente, vai ter de haver uma intensificação dos nossos esforços. O que estamos a fazer aqui em parte na cimeira é conseguir contribuições adicionais de alguns dos nossos parceiros de coligação para que possamos intensificar os nossos esforços", adiantou, ainda.

Ben Rhodes admitiu, igualmente, que o fornecimento de armas aos rebeldes que combatem o EI na Síria e no Iraque "está a ajudar" na luta contra o grupo terrorista.

Os Estados Unidos defendem, igualmente, que o presidente sírio, Bashar al-Assad, "tem de deixar o poder". 

Este mesmo responsável afirmou que, no sábado, as forças da coligação conduziram 18 ataques contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Foram seis ataques na Síria e 12 no Iraque.

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