O grupo extremista Estado Islâmico (EI) destruiu a estátua de um leão, na entrada do Museu de Palmira, no centro da Síria, revelou o diretor-geral das Antiguidades e Museus do país, Maamun Abdelkarim, à Efe.

“É a estátua mais importante que o EI destruiu até ao momento na Síria pelas suas dimensões e pelo seu valor”, explicou, em declarações ao telefone, indicando que a peça em causa foi destruída há uma semana.

A estátua, com uma altura de 3,5 metros e um peso de 15 toneladas, estava no jardim do Museu de Palmira, que se localiza nas proximidades das ruínas greco-romanas que tornaram famosa esta cidade do leste da província central de Homs.

                       
                                                     (Leão de al-Lat. Foto: Reprodução/Wikipédia)

Conhecida como " o leão de al-Lat", a estátua foi descoberta em 1977 por uma equipa de arqueólogos polacos no tempo de al-Lat, uma deusa árabe pré-Islão, que terá sido esculpida no século I A.C.. 

Desde que o Estado Islâmico tomou a cidade de Palmira, património mundial da UNESCO, a 21 de março, há uma preocupação que os terroristas destruam as antiguidades da cidade. Por enquanto, os locais mais famosos foram poupados, mas há relatos de que terão sido minados pelos soldados do EI.