O Presidente sírio, Bachar al-Assad, disse na quarta-feira ao enviado internacional Lakhdar Brahimi, num encontro em Damasco, que recusa qualquer interferência estrangeira a favor da oposição na conferência Genebra II, destinada a encontrar uma solução para o conflito.

«O povo sírio é a única parte a ter o direito de decidir o futuro do seu país. Qualquer solução ou acordo deverá ter o aval dos sírios e refletir a sua vontade, longe de interferências externas», afirmou Assad, segundo a agência oficial Sana.

O regime sírio considera que a oposição e os rebeldes são manipulados por países estrangeiros.

Governo de transição

Sobre a Conferência de Genebra II, o primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, afirmou em declarações publicadas esta quinta-feira pelo diário russo «KommersanT», que o objetivo do encontro é ser «um sucesso», abrindo caminho a um Governo de transição na Síria.

«O objetivo é fazer de Genebra II um sucesso, isso implica criar condições para que a coligação nacional síria participe na conferência e que ela abra caminho a um governo de transição dotado de plenos poderes executivos, incluindo a presidência», disse Ayrault, que inicia hoje uma visita de dois dias a Moscovo.

O primeiro-ministro francês indicou que falará sobre a Síria com o homólogo russo, Dmitri Medvedev, no encontro que ambos terão esta quinta-feira.