Notícia atualizada

O presidente sírio garante que não usou armas químicas, desafia os Estados Unidos a provarem o contrário e avisa: vai haver retaliação se Damasco for alvo de um ataque norte-americano. Entretanto, a Rússia veio propor à Síria que entregue as armas químicas e Damasco parece estar recetivo.

Bashar al-Assad diz mesmo que um ataque à Síria terá consequências imprevisíveis e lembrou o 11 de setembro que «ninguém esperava».

«É difícil para qualquer um dizer o que vai acontecer [aos EUA em caso de ataque militar]. Temos de esperar tudo», afirma.



A ameaça é feita numa entrevista à televisão norte-americana PBS, que será emitida nesta segunda-feira, dia em que o congresso dos EUA começa a debater a autorização para um ataque à Síria.



Uma operação militar que poderia ser evitada, diz John Kerry, se Bashar al-Assad entregasse todo o arsenal de armas químicas à comunidade internacional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio felicitou Moscovo pela proposta de Damasco deixar as armas químicas sob controlo internacional. Walid al-Moualem congatulou a Rússia pelo esforço para «prevenir uma agressão norte-americana», cita a Reuters.

O secretário de Estado americano John Kerry já falou ao telefone com Moscovo e está a estudar a proposta russa. O porta-voz da casa Branca adiantou que a administração Obama aguarda com «cepticismo» os próximos passos de Assad.

Enquanto não chega a guerra das armas, ficam-se pela guerra de palavras. David Cameron concorda com a entrega das armas, mas adverte que essa discussão não deve «distrair» a comunidade internacional da gravidade dos acontecimentos alegadamente perpetados pelo regime sírio.

Por seu turno, os Estados Unidos, sentem necessidade de divulgar a lista dos países que apoiam a intervenção militar no país governado por Assad. Já são 25 os países que estão ao lado de Barack Obama, incluindo países árabes como o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.