O presidente da Síria, Bashar Al-Assad, diz que o fracasso da ação russa contra o Estado Islâmico na Síria pode significar a “destruição de toda a região”. Declarações de Al-Assad a uma cadeia de televisão iraniana, durante uma entrevista transmitida este domingo.
 
Bashar Al-Assad diz que Síria, Rússia, Irão e Iraque estão unidos para combater o terrorismo e que devem ter sucesso, alcançando “resultados práticos”, ao contrário da coligação liderada pelos Estados Unidos, cuja campanha de ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque já dura há um ano.
 
Os ataques russos ao Estado Islâmico na Síria começaram na última quarta-feira, dia 30 de setembro. Assad assegurou na entrevista que a Rússia nunca tentou impor nada à Síria, especialmente durante esta crise.
 
Na mesma entrevista, Assad criticou os Estados Unidos e os ataques ao Estado Islâmico feitos pelos norte-americanos, que também apoiam os rebeldes sírios, opositores do regime de Al-Assad.
 

“Desde que a coligação liderada pelos EUA foi formada, o Estado Islâmico expandiu-se geograficamente e seus recrutas multiplicaram-se”, disse.

 

“A guerra continuará enquanto houver aqueles que apoiem o terrorismo. Lutamos contra grupos terroristas que chegam de todo o mundo. Os mais importantes líderes terroristas na Síria e no Iraque são europeus”, disse.

 
Bashar Al-Assad admite deixar o poder, se isso significar a paz na região, depois de alguns opositores internacionais terem afirmado que qualquer solução política para a guerra na Síria teria de envolver a sua saída do poder: “Se minha saída for a solução, eu nunca vou hesitar em fazê-lo.”
 
Também este domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, considereou a decisão de Vladimir Putin de realizar uma ação militar na Síria um "erro terrível".
 

"Eles estão a apoiar o assassino Assad, o que é um erro terrível para eles e para o mundo", disse Cameron à BBC.

 

"Isso tornará a região mais instável, levará a uma maior radicalização e a um crescimento do terrorismo. Eu dir-lhes-ia 'mudem de direção, unam-se a nós no ataque ao Estado Islâmico'."